sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Amor, estranho amor – devaneios –

Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís Vaz de Camões




Vi umas definições interessantes esses dias, "nós amamos o que nos faz mais falta, ou que mais almejamos ter."... pensei;

Amar é um misturar de sensações e percepções. Um gostoso saciar do que sou homem-mulher-ambiguidade, do que quero ser ou ter. “Eu sou ele, sou o que quero nele, logo eu quero tê-lo e obtê-lo de uma forma egocêntrica, narcísica, pois ele faz parte do que eu sou. E é claro alegórica, pois se tenho quero mostrá-lo, em toda minha onipotência”, Alguém toparia um amor escondido numa caverna? – acho que não seria tão bom - “Vejam que majestoso, estrondoso, sinto-no e sonhem com o que não lhe pertence. Estiga-me saber que se masturbam com minha posse, quando quem goza dela sou eu. Haha” – Loucura do amar? Ou devaneio de viver, de sentir e perceber...

Você é pragmático o amor então pode ser certamente influenciada por hormonios (tais como oxitocina), neurotransmissores (como NGF), e feromonios bem como a forma de pensar das pessoas o que faz com que estas se comportem com relação ao amor de maneira influenciada por suas concepções do que é o amor. Você pode defini-lo assim se o quiser...

Extinto sexual herdado em seu DNA, prazer indubitável e trivial, fervores puros, incontroláveis, “me leva a cometer tudo, até mesmo contra mim ou ele. Claro que ele é culpado pela minha loucura, afinal eu sou ele?” – Loucura da carne ou da mente?

Magneticamente revigorante, eletricamente perturbador - às vezes. Em algumas situações pode ser apavorante, ou sereno. Mas Inocente? Só pra quem mente.

Já vi ser quente e perverso ou singelamente doce e delicado. Pode ser vívido em suma liberdade ou pode ser suas piores correntes.

Nunca será o mesmo pra todos, ou melhor, é diferente pra cada um, têm cheiros, sabores, suores, calores, loucuras à parte.

Pode motivar, “... crio meu sentido de viver e existir aos seus olhos, aos seus elogios... a cada manhã, sinto sol em seu sorriso, não por me aquecer. Mas por realçar meu próprio brilho...”,

Algo que encoraja, leva o individuo aos astros, seria a droga do amor? Viciante e alucinante, seria a resposta pra dependência sórdida, mas tão adorada e aclamada... “Vamos, vamos travar uma guerra”, Tróia que diria, destruir a vida de um homem ou de muitos.

Amor estranho amor que pode criar um homem das cinzas também, levantá-lo, é um tipo de fé cega? - Talvez. “Por você eu faria tudo e mais o impossível, tão mais difícil seria morrer por você. Morreria! Mas viva o resto de sua vida por tributo ao meu amor, pois não quero sua liberdade, quero sua prisão nas minhas lembranças e no meu sacrifício”.

Dizem que quem ama deixa partir... É difícil? Diria quase impossível... Mas é real. Quer demostrar o que sente deixe livre. Pois o que aprisiona é tudo menos amor. Então vamos jogar este interjogo, no agora. Pois isto faz parte da minha humanidade.

Baixa auto-estima ou medo da solidão? Por ser meu porto seguro, ou minha segurança em tantas fraquezas? “Qual a razão por mesmo a você me dilacerar, me fazer sangrar ainda rezo por você, pra que seus olhos se voltem pra mim...” Masoquismo? Seria dar a outra face a tapa e continuar te amando? ... Ainda sou adepto ao amor próprio! Não gosto desse amor de amarras que adoece a todos.

Uma atração física ou energética? Material ou espiritual? De dependências e necessidades? Ou todo o contexto que a musica, as artes e a poesia podem nos lembrar.

Sensação do caos sereno que pode ensinar, amadurecer e compartilhar dos sentimentos e do companheirismo mais perfeito, como uma sinfonia sincronizada.

A ponto de entender o outro, de senti-lo de longe? Superstição x Razão. Ilusão ou conexão? Fazemos do misticismo prioridade, mas afinal nem sabemos ao certo o que é realidade! Sabemos o que sentimos e o que tornamos verdadeiros, aos nossos olhos... “foi o amor maior do mundo...” então que seja, afinal é seu existir, seu mundo.

Seja um amor de verão ou platônico. Ame como quiser! Mas por favor, por mim e por você, não seja o Romeu ou a Julieta. E mesmo que viverá a amargura da mágoa, um conselho: Não deixe de viver de novo por um passado, afinal, nada é igual, não se tranque na caverna e acompanhe sombras, mas saia pra ver de novo o sol, mesmo depois de uma tarde de chuva.

Sei que pra você o que eu digo ao final pouco importa, pois; “é nos olhos dele(a) que me acalmo, me deixo levar pela maré, é em seu toque que arrepia e traz desejos que me desnorteia, é em suas palavras que me perco e me derreto e não vejo mais nada, pois estou cego. Cego de amor.”

O que é o amor? Ele realmente existe ou é fruto de uma criação?

Enfim não basta entendê-lo, o melhor disso tudo é com certeza vivê-lo.


(...)

“Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.”

Soneto da Fidelidade – Vinícius de Moraes





"Sou as duas metades da laranja!"



E mesmo reunindo todo o sumo da nossa laranja, somos infinitamente carentes, infinitamente solitários, infinitamente alegres e de vez em quando felizes.
Apenas posso acreditar no amor, e em todas as suas formas...como será possível ser unilateral se o amor acontece quando menos esperamos.
A lealdade acima de tudo, espero meus amores leais, pois a fidelidade é extremamente relativa, apenas peço a sinceridade total para a partilha de novas paixões ou dessas mesmas paixões. Qual o interesse de guardar um amor tão grande num cofre se esse amor é tão maravilhoso e deverá ser para todos, apenas nos pertencemos a nós, por mais dura que seja a realidade...o que é o corpo ao compararmos com a nossa alma? sei que o amor é sagrado quando visto dessa forma, e não interessa a sua durabilidade mas sim a sua verdade. Sinto-me livre, sinto-me apaixonada por essa liberdade, sinto-me amada e desejada, sinto-me a viver, sem pressas, sem rotinas, sem rótulos, seM exigências, sem cobranças, apenas vivemos e vivemos sabendo que nada é eterno, mas nós podemos sempre torná-lo, pois o amores nascem, crescem e nunca morrem pois existem e existirão sempre mesmo que não seja na nossa vida como actuais amantes!

(Anu Areias, 2010)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Lembre-se que há milhares de possibilidades pra tudo!


Existencialismo e Relações Humanas (parte 4 - FINAL)




“Uma moça está esperando o telefonema do namorado. Está esperando. Ele disse que ia ligar as 16:00, e o coração dela se apronta pra recebe-lo as 13:00 e ela espera e pede a todas as colegas de dormitório que não usem o telefone. Espera e espera e afinal são 16:00 e o telefone não toca. E ela continua a esperar, e ás 17:00 não toca, nem as 18:00, e ás 21:00 ela está arrasada. Vai ao banheiro e corta os pulsos. Porquê? Porque achava que essa era a única alternativa. Estou começando a achar que talvez o individuo que realmente tem saúde mental é o que tem maior número de alternativas, as mais variáveis. Uma pessoa que possa dizer: ‘se isso não acontecer, o que mais, e o que mais é possível?’

Por exemplo, vejamos aquela moça. O que mais poderia ter feito? Sejam criativos: o que ela poderia ter feito, em vez de cortar os pulsos? O quê? Sim! Ligar para ele! Claro! Dizer: ‘o que é que aconteceu, cara? Quebrou o dedo?’ O que mais ela poderia ter feito? Vamos! Mais sadio! E o que mais? Sim! Poderia ter feito uma pizza, tomado um chuveiro frio, podia ter ligado para mim! Que pena ela achar que só tem uma alternativa. Não só há milhões de alternativas, como ainda há algumas que ainda não foram nem sonhadas” (Léo Buscaglia)

Bem esse exemplo é perfeito, se a tantas alternativas e possibilidades porque não as tentamos? Sonhe e tente, se não conseguir vamos ao próximo passo. Sempre daremos o próximo passo, não importa a situação que estiver sempre tem um jeito de EXISTIR bem. Existem bancários na depressão, e catadores de lixo cantando pelas ruas.

Faça seu propósito próprio singular, e não deixe que ninguém meta o dedo no seu propósito. Ora, ele é seu!

Journal of Humanistic Psychology: Relato real de um homem de 85 anos que soube que estava morrendo. Diz ele:

Se eu pudesse reviver minha vida, da próxima vez procuraria cometer mais erros. Não tentaria ser tão perfeito... Eu seria mais descontraído. Seria mais flexível. Seria mais tolo do que fui nesta ‘viagem’. Alias, sei de muito poucas coisas que levaria tão a serio; seria mais maluco. Seria menos higiênico... Eu me arriscaria mais, viajaria mais, escalaria as montanhas, nadaria mais em rios, olharia mais pores do sol, iria a mais lugares aonde nunca fui. Tomaria mais sorvetes e comeria menos feijão... Eu teria mais problemas de verdade e menos imaginários... Sabe fui uma dessas pessoas que levam uma vida saudável, sensata e ajuizada, hora após hora e dia após dia. Ah tive, meus bons momentos, e, se tivesse de fazer tudo de novo, teria mais desses momentos. Aliás, eu procuraria não ter nada senão momentos lindos, de momento a momento... Fui dessas pessoas que não iam a lugar algum sem um termômetro, um saco de água quente, um gargarejo, uma capa de chuva e um parta-quedas. Se tivesse de fazer tudo de novo, da próxima vez viajaria com menos bagagem... Seu tivesse de fazer tudo de novo, passaria a andar descalço mais cedo, na primavera, e ficaria descalço até mais tarde, no outono. Andaria em mais carrosséis, olharia mais pores do sol, e brincaria com mais crianças, se pudesse viver minha vida de novo. Mas não posso, sabe.”


Como já disse sou um jovem de 20 anos, e eu sei tão pouco sobre tudo. Mas uma coisa posso te dar certeza, a morte e certa, e seu tempo é escasso. Tive que sofrer, e passar por muita coisa ruim pra cair na real, e também tive contato e tenho com pessoas incríveis, com livros valiosíssimos que me fazem crescer a cada dia.

A vida está nas suas mãos, dela você pode tirar as coisas melhores, mais lindas e proveitosas de tudo o que tiver contato, em qualquer situação. Ou pode, escolher, o medo, o desespero, a vergonha e timidez e se privar de tudo o que tem pra viver. Afinal como já disse o sentido de existir é você escolher suas próprias esolhas, Esse é o livre-abitrio, porem preste atenção nas alternativas, pois assim você escolhera com mais liberdade, podendo aproveitar bem mais a qualidade de seu tempo.




CONVERSA DE HUMANO PARA HUMANO


Mude sua rotina, seu comportamento, não deixe seus olhos te limitarem, use os outros sentidos. Temos que aprender a tratar melhor o ser humano, as pessoas ao nosso redor. Já parou pra pensar como os rotulamos o tempo todo, “fulano gordo”, “ciclano viado”, “Beotrano lerdinho”. A ciência foi criada pra melhorar a vida humana, pense pra que serve por exemplo um médico? Ele serve pra dar qualidade de vida pras pessoas – proporcina-las saúde, e cuidados com o que dispor. Mas ao chegarmos em um consultório o médico nem nos olha no rosto, a triste cena. Ele olha somente para sua mesa e escreve no prontuário. Fazendo perguntas não sobre você, mas sobre seu sintoma, “como é?”, “quanto tempo?”, “como se manifesta?”, Parece que quer nos dizer; “ei pedaço de carne” ou “ei robô descreva seu defeito”. Não era esse o propósito da medicina. Tento medo que alguns psicólogos se tornem assim, esqueçam que lidamos com seres humanos e comecem a tratar as pessoas reduzindo elas a problemas cognitivos, doenças e transtornos psicopatológicos.

Imagino uma criança que não consegue ler. A escola começa o “jogo das rotulações”, pro educador a criança será “um problema de aprendizagem”, pro psicólogo “problema cognitivo ou comportamental”, pro médico “problema neurológico ou psiquiátrico”. Os pais dessa criança, se deparam com essa situação, e infelizmente “sugam” e acreditam que realmente tem um filho problemático. Pronto à criança viverá com esse rotulo, acreditara que é esse rotulo, quando na verdade ela é muito mais do que uma criança que não lê. Ela é uma criança que brinca, que se movimenta, que sabe cantar, chega a notas musicais altíssimas. Uma criança que sente, e gosta de “trepar” nas arvores. Uma criança que adora abstrair e pintar diferentes paisagens e lugares que vê no papel com guache. Uma criança que identifica rapidamente símbolos e conseguir ir e vir da onde quiser. Mas agora ela está presa, presa no rotulo de criança problemática.

Acho que duas palavras poderaim entrar em nosso cotidiano para lidar com as pessoas; GENTILEZA e DELICADEZA. Duas atitudes que não trazem mal algum a ninguém. Comece a tratar as pessoas assim, mas como nunca esperando algo em troca, isso é egoísmo.

Rico-pobre, educado-analfabeto, branco-negro, homem-mulher, essas diferenças são inexistente no contexto relações humanas, nesse somos todos iguais. Não tente impor seus valores, ideologias as pessoas. Odeio autoritarismo e paternalismos.

Adoro o conceito de respeito e ética. Lembre-se deles.

Temos que parar de nos distanciarmos, bato nesta tecla nos meus textos. Estamos cada vez mais solitários, “cercados de gente a nossa volta mas nos sentindo sozinhos”. Ser humildade pra saber que você é nem melhor nem pior que todo mundo é um principio bom pra começar.

As pessoas são incríveis, e existem tantas, procure quem você se identifique, agarre-as, e aprendam com elas, todo mundo pode ensinar alguma coisa nova a você. Aprender a viver entre as pessoas, a compartilhar o que você tem, o que aprendeu, sugue o que poderam te ensinar. Viva a sua vida com plenitude que pessoas apareceram nela como mágica, você atrairá pessoas por conseqüência do ser humano que você se tornará.

Aqui você teve só uma alternativa, uma possibilidade. Crie o seu existir!

Você ira esperar a morte lhe alcançar pra perceber que nunca viveu?


Existencialismo e Relações Humanas (parte 3)


Thoreau: “Ah Deus, chegar ás portas da morte só pra ver que nunca se viveu”.

Faça um exercício que aprendi recentemente lendo sobre a filosofia budista: Pense: “o que pensamos ser essencial?”.

Muitos pensam que é o corpo essencial, e passamos a maior parte de nossas vidas cuidando obsessivamente dele, como já disse enriquecemos o comercio. Já pensaram na sua rotina, sabe quando você começa a odiar o trajeto do seu dia? Odeio acordar de manhã, odeio esse café, odeio isso, e aquilo. Porque você segue essa rotina exaustivamente igualzinho todos os dias? Até mesmos nas mesmas situações rotineiras, no mesmo ambiente, sua postura poderia mudar, isso qualquer um pode fazer.

As vezes achamos que as posses são essenciais. Casas grandes, muito dinheiro. Outras pessoas, Metas, metas grandes e importantes são essenciais. Passamos a vida nos garantindo contra um destino iminente, que, temos certeza, está á nossa espreita. E fazendo tudo isso deixamos de viver o momento presente. A realidade é o agora. Pense no seu futuro, mas nunca se esqueça de viver bem seu presente enquanto espera esse futuro.

Olha não sei vocês mas não acho um carro essencial, não acho essencial meus estudos, não creio que seja essencial minha casa, meu computador, ou minhas roupas.

O que é essencial em mim? – Bem, acho que o essencial é que vivo e abraço o agora, aonde quer que eu esteja. Eu agarro em meus braços! Parei de perder tempo chorando o passado. Ele já se foi. Perdôo meu passado. Perdôo as pessoas que me magoaram, e me perdôo pela magoa que causei. Pois aprendi com tudo. Percebi que viver livremente sem medo de errar, é ocupar o tempo sem medos, sem restrições ou auto-repulsa. Comecei a gostar de mim, como sou, assim mesmo cheio de imperfeições, mas que me tornam único. Me entreguei as coisas. Comecei a descobrir o mundo, me descobrir. Que gostoso, estou sentindo a mudança em tudo.

Nikos Kazantsakis diz: “Você tem seu pincel, tem suas tintas, pinte o paraíso e depois entre”. Faça isso! A sua vida que é essencial.

Sei que vai parecer estranho, mas percebi que é uma verdade. Pra aceitar a vida você tem que aceitar a morte. Saber que a morte existe é um presente que só o ser humano tem. A morte nos indica que temos um limite. Ou seja, temos um tempo e tudo vai acabar. Agora lhe pergunto o que quer fazer com seu tempo? O exemplo clichê: “um médico de dá um ano de vida” – ai sim daríamos valor ao tempo não é?

Como é bom aprendermos a usar nossos corpos pra descobrir o mundo. Sentir as coisas. Os sentimentos, como é bom ter experimentado da raiva, medo, alegria, tristeza, esperança...

Outro dia estava pensando, sabe quando somos crianças e ganhamos um brinquedo novo, ou estamos adorando a brincadeira na rua com nossos amigos, e por algum motivo temos que parar o que estamos fazendo para ir dormir, porque mamãe nos chamou? Ai nós deitamos na cama ainda alvoroçados, elétricos, querendo logo que a noite passe pra correr pra brincar, pra correr pra se divertir, pois no outro dia tudo é possível. Penso que pena que perdemos isso, porque não dormir todos os dias assim elétricos, alvoroçados com o que vamos fazer amanha. Como seria bom se voltássemos a nos sentir livres.

Desenvolva no seu corpo a maravilha de provar, cheirar, sentir, descubra coisas que nunca fez, ora ainda há tempo de fazer. Se você faz uma coisa muito bem, pare de fazê-la, tente o novo, é um desafio.

Deixe de lado esse mundo ignorante e limitado, e se desenvolva com você e o mundo. Lembre-se que o ego não é essencial, “ah minha opnião é formada, eu sou assim.” Pare com isso, não defenda seu ego como se ele fosse uma unidade formada e única, ele não é! Você aprendeu ele, você construiu ele. Em qualquer momento você pode mudar seu ego, mudar quem você é, mudar suas idéias, se mudar! Mas enquanto você for “apático” – “ah eu não ligo a mínima” – você não descobrira o que é essencial!


Paro por aqui, deixarei você pensar o que é, e o que não é essencial.

Sentido da vida – Você vive sua vida como realmente quer viver, ou vive como lhe disseram que deveria viver?

Existencialismo e Relações Humanas (parte 2)


Não precisamos voltar a Descartes pra lembrar que: “Penso, logo existo!” Acho que ninguém aqui ou ai, acha que não existe. Bem todo mundo sabe que existe, que bom! rs.

Existir é um fato, agora pensaremos, numa questão velha, diria uma das mais velhas que existe; o existencialismo. O porque ou pra que existo? Remete a famosa pergunta: “Qual o sentido da vida?”. Bem, filósofos e cientistas a parte seria uma chatisse se eu ficasse aqui discutindo a resposta de cada um pra essa pergunta. Ora esse blog é meu, colocarei minha resposta, julgue se ela é boa por si só. Acredito que o sentido da vida está em não ter sentido algum. É uma folha em branco, e nela você pode fazer o que quiser, pode desenhar, rabiscar, pintar, rasgar, a folha é sua você escolhe o que fazer. Não a caminhos, não a escolhas, não a certo ou errado, só existe você e sua vida, faça o que quiser com ela, e agüente as conseqüências boas ou más.

Diga-me, qual o sentido da sua vida? Acho que já virou clichê: “quero uma família feliz, um amor eterno, ser perfeitamente lindo e nunca parecer velho, e é claro um milhão de reais MÁÁOE.” Sei que a resposta de muita gente ta nesse caminho, dinheiro, perfeição, amo eterno, até mesmo realização no futuro. Dá pra acreditar, realização no futuro? Meu amigo se você não tem controle do seu presente, como terá do futuro?

Tem pessoas que vivem uma vida montada e isso é incrivelmente triste, elas sofrem a vida toda, ou as vezes, na maioria dos casos vivem uma vida sem ter “aproveitado” o que a vida tem a oferecer. Afinal é bem mais do que aproveitamos!

A questão é que ninguém mais procura saber o que é real. Sabe a Lady Gaga que você ama, tem elas adicionada em comunidade do orkut, tem ela em adesivo, no carro no quarto, é fã, segue no twitter. Enfim, você idolatra ela. Pergunto o porque? Se você me responde que gosta da musica, da voz, quem sou eu pra criticar? Porem muitos diram, “aaaah adoro o jeito dela, popstar, glamurosa, divá...” quanta bobagem! É isso que acredita ser rela? É isso que quer pra você?

Queremos ser poderosos e que todos nos amem e admirem, não por nosso caráter, mas por coisas supérfluas, pela roupa que estamos vestindo. “Meus Deus você viu falano, ele repetiu a mesma camiseta que usou ontem! Hahaha mero mortal.” Programinhas como esquadrão da moda fazem o sucesso. “Diego vc é critico da moda?” – Não eu gosto da moda quando ela sugere algo novo, quando ela dá idéias de valorizar o corpo humano, que é tão bonito, mas odeio sim a moda que exclui as pessoas, a moda que cria padrões, a moda que aprisiona e rotula!

Nossa como a posição social pesa algumas vezes, como queremos ser os maiorais, é legal estar por cima, até mesmo tendo que passar por cima das pessoas? Tratá-las como lixo. Tem professor que só porque tem alguns conhecimentos a mais, se acha superior. Médicos e alguns ricos então, nem se fala. Como já critiquei olha o olhar paternalista, da superioridade e autoridade!

Hoje a existência humana procura basicamente 3 coisas, de forma egoísta e cada vez mais solitária, queremos: STATUS, PODER E DIVERSÃO. Sabia que no livro “Mentes psicopatas” as atitudes de um psicopata são sempre a procura extrema de status, poder e diversão?

Falo dessas coisas pra refletirem, o que estão fazendo com suas vidas, com suas existências. É uma só! As vezes você existe assim com essas idéias, nessas crenças porque precisa sobreviver e não consegue sair delas, sim eu compreendo. Mas a maioria das situações desperdiçamos, porque quando aprendemos que isso e aquilo era um “objetivo” pra conquistar - começamos a fazer isso sem pensar se é o que realmente queremos. Pense bem se sua preocupação com a opinião alheia, se a falta de preocupação com voc~e mesma, se tudo isso não é fruto destas questões?

Você realmente vive para você?

As palavras de Saint-Exupéry, de conduzi-lo de volta a você, é uma bela coisa, mas no fim de ser levado de volta a si mesmo você terá de resolver, até certo ponto, quem realmente gostaria de ser tornar.

Sabe existe uma sociedade, um mercado que precise que seu sentido de exister seja DETERMINADO, é o que eu chamo do mundo capitalista. Imagine os empresários de moda, produtos de beleza, de cirurgias plásticas, etc. Imagine essa industria da beleza sem que as pessoas não quisessem padrões de beleza, não quisessem essa perfeição que muitas mulheres buscam. Ai que mora o perigo que entra na forma do culto ao perfeccionismo.

Essa idéia de perfeição assusta. Se uma menina tem coxas mais largas, pronto não é do padrão, é feia e excluída! Se é magra e baixa, pronto fora daqui! – lá vem as depressões e doenças. Gorda? Isso nunca – que venha a bulimia, a anorexia. Por que essa obsessão? Pra isso que você existe. Passamos o dia se embelezamos, e no final perdemos o dia.

Existencialismo e Relações Humanas (parte 1 de 4)


INTRODUÇÃO

Quero começar o texto de hoje com uma experiência minha. Eu estudo Psicologia numa universidade aqui de São Paulo, 6º semestre, hoje resolvi sair da “minha rotina”, costumo ser meio reservado, dificilmente elevo minha voz no meio de uma aula pra dialogar com o professor ou com algum aluno, até mesmo em debates sou muito reservado. Enfim, ultimamente resolvi quebrar minha rotina, fazer o que não costumo fazer (tente fazer isso também, é ótimo).

A aula era sobre uma nova disciplina, enfoque na “fenomenologia” coisa nova para todos nós alunos que estavam ali, inclusive pra mim. A professora passou um filme pra assistirmos “Tempo de Despertar” (ótimo filme, eu indico), o filme focava de forma clara duas temáticas relacionadas; o existencialismo e as relações humanas. Resumindo era sobre um médico que até então sempre em sua vida trabalhara em pesquisa, longe das pessoas. Já no decorrer da trama ele vai para um hospital, num departamento de internados com problemas neurológicos. O médico vê ali o descaso com as pessoas, que são tratadas como plantas; sem afetividade, tratando os doentes resumidamente como doenças-sintomas. Ali ele vê na perspectiva de um “enfermo” uma vontade de existir, de viver. Mudando seu olhar de como tratar o ser humano e o que é essencial para existir.

Acabando o filme a professora começa uma discussão sobre o filme, perguntando, “o que vocês acharam do filme?”. Ah era tudo o que eu queria, eu entendi profundamente o filme, pensei foda-se vou falar alguma coisa. Alguns alunos se arriscaram falando sobre o impacto de algumas cenas. Eu levantei a mão e comecei a falar sobre o que entendi da mensagem do filme, acho que falei por 1 minuto sem parar, rs não sou nada sucinto as vezes. Depois um silencio na sala. Por algum momento admito me senti um idiota. A professora meio que me respondeu alguma coisa, no entanto não foi o que tinha perguntado. Duas colegas de sala me falaram coisas de diferentes, uma disse: “Falou bonito dih!” A outra acredito que resumiu a cara e sentimento da sala: “Dih acho que não sei o significado de meia dúzia de palavras que você disse.”

Pensei comigo, “será que falei alguma besteira?”, depois parei já estava no ônibus voltando pra casa, e como minha memória recente é muito boa, resolvi escrever no papel o que tinha dito. Escrevi tudo do jeito que eu falei, estava fresco na memória. Então li com calma, e “poxa eu ainda penso assim, não falei besteiras!”. Cheguei em casa e pedi ajuda pro meu irmão de 15 anos, li pra ele e minha nossa, pra minha surpresa ele disse: “ah Diego você quis dizer que as pessoas se esqueceram de como existir, o que elas acreditam de como é pra existirem na verdade é falso é algo que a sociedade passaram pra elas. E entendi que você disse que as relações das pessoas se distanciaram.” Acho que ganhei o dia um garoto de 15 anos, 1º ano do ensino médio entendeu.

Despertou-me uma duvida, será que usei a linguagem errada com meus colegas de classe, ou eles estão tão imersos no existencialismo irreal que eu ressaltei e portanto não conseguiram interpretar o que eu disse. Enfim, não sou dono da verdade e nem quero ser. Mas era um assunto tão interessante e presente, juro que esperava uma critica pelo menos, afinal era gritante isso no filme.

O QUE EU DISSE:

Professora, eu acredito que talvez o filme mostre uma noção de quanto as ciências naturais, ou até mesmo as relações humanas se distanciaram do seu propósito. Que era a construção de um mundo melhor, levando em conta a qualidade de vida do ser humano. O médico, o pesquisador, o educador se esqueceram de tais propósitos existenciais. E reduziram o sentido de existir. O médico começou a ver o individuo como a resposta fisiológica biológica. O educador como um problema-aprendizagem. Até mesmo a psicologia que foi criada para a finalidade de entender o ser humano, passa a reestringi-lo as vezes, a conceito psicopatológicos. Todos se esquecem que alem de tudo são seres humanos, que sentem, sofrem, mas alem de tudo existem.

Entre outro contexto que acredito, está que a existência humana passou a ser superficial apartir da impregnação na cultura de uma existência irreal. O mundo capitalista, trouxe um novo existir, com base no perfeccionismo e o individualismo, logo uma verdade ilusória, uma existência irreal. Longe do essencial e portanto individual. Passou a se tornar padrões, e regras sociais de como viver. Esquecendo da gênese do ser humano, impondo um existir nos valores fechados, morais e dogmáticos, quando nada disso é verdadeiro. Esqueceram da essência de existir. O existencialismo acabou por ser superficial.”

Aprendi uma lição, que venho trabalhando nela: Nunca espere algo para que possa viver! Ou melhor, não tome suas atitudes dependendo da resposta do outro. Pois o mundo não foi feito pra satisfazer suas expectativas, seus desejos através do Outro. Se fizer isso terá mais dias frustrantes. Que no final poderiam ser dias ótimos, se você os vivesse sem esperar algo em troca do Outro.

Me lembrei de algo que quero melhorar em mim; "não ligue pra opinião alheia, seja autentico, seje você mesmo, acima de tudo!". Não importa se estamos certos ou errados, deveriamos dizer o que sentimos, principalmente na faculdade, lugar pra aprender, discutir e refletir.

Quero me focar aqui no blog numa linguagem acessível, quero explicar mais detalhadamente meu olhar sobre o existencialismo e relações humanas.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Professor – O último Super Herói vivo

“Como professores temos que acreditar na mudança, temos que saber que é possível, do contrario não estaríamos ensinando pois a educação é um constante processo de modificação. Cada vez que você ‘ensina’ alguma coisa a alguém, isso é ingerido, alguma coisa lhe acontece, e surge um novo ser humano.”

Léo F. Buscaglia

Voltando a gênese da educação, (parte 3)

Bem começarei este texto falando primeiramente do seu titulo: “Professor – O ultimo super herói vivo” na certa ao bater seus olhos nele, apareceu uma certa estranheza. Tivemos grandes heróis no passado, conquistadores que lutaram contra a opressão no mundo, pessoas que entraram na frente de tanques de guerra para impedi-los, presidentes que desafiaram todo um sistema corrupto, cientistas que tentaram construir um mundo melhor, enfim são inúmeros heróis que buscaram liberdade e prosperidade para o mundo. Mas nesse mundo que estamos vivendo, nesse período histórico o grande super herói que pode salvar o mundo, não é apenas um e sim vários, milhões pra dizer a verdade. São os professores de todas as nações, de todos os cantos do mundo, estes sim podem fazer a diferença, esses sim podem ajudar a construir uma nova revolução, e sem dramaticidade alguma, posso afirmar: podem salvar o dia!

Para ser professor tem que se acreditar na mudança, acreditar nos alunos, na capacidade deles. Capacidade que não deve ser pra “classificar”, “padronizar” ou “delimitar” um aluno, isso o restringiria a um rotulo, a um dado inútil de QI, ou coisa do tipo. Professores vocês podem encontrar o brilho de um aluno em sua singularidade. Alunos que não precisam de 10 em matemática, português, inglês, geografia, história, e etc, pra provarem que serão alguém. Eles já são “alguém” professores! Moldem seus alunos, mas respeitem suas escolhas e singularidades.

O professor é uma figura magnífica, pois ele é uma verdadeira ponte, ele constrói uma ajuda, ele serve de guia, e depois ele liberta seus alunos para que possam caminhar sozinhos. Mas infelizmente os professores se perderam com o tempo. Professores, meus queridos professores, ou melhor, educadores. O que vocês pensam que estão fazendo? Acham que iram conquistar seus alunos, prender a atenção deles, com gritos? Com berros e ameaças as notas? ... Sendo autoritários e temidos? ... Professores, assim não conquistamos ninguém, assim criamos o medo, o desprezo nas pessoas, assim plantamos o ódio. Que está se manifestado cada vez mais na violência, principalmente contra você professor, é um efeito e reação, abra seus olhos!

Educador está na hora de mudar o plano de ensino, a aula em sala de aula desperta sono em qualquer um. Vocês sabem que esse modelinho (professor + cartilha/livros + prova), não funciona, não prende mais a atenção e a dedicação dos alunos.

Está na hora de uma mudança de postura, um professor literalmente mais amigo, mais sincero. Sabe o que mais me entristeço é quando vejo um educador APATICO, sim é isso mesmo, eu mesmo já tive aulas com professores que pareciam lesmas na aula, estariam mortos e não perceberam? – talvez. Parado falando e falando sobre sua matéria, não se importava com a bagunça, “ora ele estava ganhando seu salário”,... “ora que se dane esses alunos”... Professores apáticos são os piores, deveriam deixar de serem educadores, se você não se empenha não ama sua profissão, e não tenta com toda a força e vontade do mundo compartilhar de todo seu conhecimento com seus alunos, pra mim você está longe de ser um professor. Procure outra profissão, você tem direito, porque não?!

Professor conquiste seu aluno pela dinâmica, por uma aula mais real, mais humana. Invente e crie apartir do que eles precisam, querem, apartir do tipo de aluno e aula que você quer dar, saia do sistema rápido!!! Pode levar vídeo pra sala, leve filmes atuais, porque não aprender Platão com matrix? Ou zoologia com um animal de verdade? ... Porque não levar um mendigo na sala pra ser entrevistado pelos alunos? – isso é a realidade, não um papel ilustrativo querendo os convencer da exclusão social. Quer ensinar inglês, porque não no violão? ... Os leve pra cidade a qualquer canto, mas sai da prisão que é a sala de aula... Faça seus alunos verem os fatos, sentirem os fatos, cheirarem os fatos, experimentarem os fatos, etc.

Lembro-me que na minha época que nem faz tanto tempo assim, anos 90, uma professora do “pré-escolar” levou minha sala a um sacolão ao lado da escolinha pra nos ensinar sobre frutas, preços – matemática etc, nunca me esqueci disso. Leve a realidade aos alunos, diga a eles a verdade que eles saberam reconhecer isso! Use uma linguagem que eles te ouçam, não adianta usar vocabulário de grego pra alemão. É hora de conquistá-los de trazê-los de volta.

Faça o aluno te guiar ao tema pra discussão, deixe-os terem a liberdade de escolherem sobre o que querem falar. Esta na hora de ouvirmos nossos alunos, o que eles tem a dizer! Chega de tentar impor seus sistemas de valores para eles, parar de impor coisas aos outros, temos que aprender a ouvir, a ser real! “Vamos falar do aborto da garota da novela? – Ok então vamos, o que vocês acham disso?”. Professor os provoque pra discussão, se atualize no mundo deles, volte a ser adolescente, porque não gírias? - Lembre seu papel é compartilhar conhecimento, mas no fundo SÓ E APENAS eles decidiram se querem aprender ou não, então você precisa conquistá-los!

O atual modelo é um fracasso, os alunos não prestam atenção na aula, porque é monótona, sem vida, chata! Depois são forçados a fazerem provas, a maioria vai muito mal, mas com o passar dos anos os professores e a escola vão passando o aluno mesmo assim, pra não ter excesso de repetentes. Grande sistema de educação!

O professor se engana e erra por se colocar num lugar “superior” ao aluno, acreditando que seu conhecimento, suas informações tão valiosas que acumulou são artefato que lhe proporcione superioridade. Meu amigo professor, você não é superior a ninguém, ninguém é superior a ninguém, estamos todos na mesma condição, a maravilhosa condição de sermos humanos. A humildade é o primeiro caminho de uma estrada longa para que possamos nos comunicar melhor uns com os outros.

Acredito que devesse haver uma matéria no sistema de educação que tratasse como eu já disse em outros textos, do assunto: “Aprendendo a ser um ser humano”, colocaria este titulo nesta matéria. Admiro muito o trabalho de Léo Buscaglia, que lecionou e leciona a matéria amor, pra jovens universitários na Califórnia. Está na hora que uma matéria que desde cedo seja implementada na educação das crianças e adolescente, e junto com uma postura de todos os professores de outras matérias reforçarem a mesma. Ensinarmos nossos alunos desde o ensino pré-escolar ao ensino superior uma matéria que os fizessem “abrir seus olhos” como gosto de dizer. Ensinaríamos longe de questões morais, dogmas religiosos, longe de hipocrisias ou mentiras. Propondo desde cedo uma perspectiva critica nessas crianças e jovens. Um senso critico sobre tudo, pra questionarem, pra perguntarem e irem ao fundo buscando o quê das coisas! Vamos mostrar os fatos pra elas e deixar que elas decidam por si o que discutir.

Penso, uma matéria que além do “Amor” em discussão quanto ao ser humano existencial, tratar também de questões de âmbito a conscientização aos problemas “ocultos” do mundo moderno. Como os males da alienação; - religião, industria, mídia e governos -, a corrupção política, o consumismo insano do mundo capitalista, destruições ecológica, falta de ética com a fauna e flora, problemas psicossociais e de relações humanas, entre outros assuntos.

Ensinaríamos a abrirem desde cedo suas mentes para as diferenças, ensinaríamos a serem mais seres humanos. Imagine nos inúmeros problemas sociais (preconceitos, racismo, bulling, etc) e psicológicos (bulimia, depressão, fobia social, anorexia, obesidade, etc) que podemos acabar, extinguir das futuras gerações a causa de vários problemas sociais que vem de ideologias nascidas da ignorância da população. O jovem poderia voltar a sua essência “revolucionaria” correndo atrás de seus ideais como já fez na história, e agora está tão perdido. Voltaríamos a lutar pela liberdade, mas agora sabendo porque estamos lutando, indo as ruas, mudando as políticas, o sistema. É hora de mudar a educação das crianças, tornar o jovem um critico ativo para a mudança, e o adulto digno e afetuoso.

Poderíamos ir contaminando com a verdade, com o respeito mutuo e a ética para com a vida. O pensamento de milhões de crianças e adolescente, que aos poucos contagiando cada nova geração, mudando as futuras mentalidades de pouco a pouco com o tempo. Tudo está na aprendizagem, quando aprendermos a sermos seres humanos, tudo mudará. O professor é o verdadeiro guerreiro nesta causa, pena que se esqueceu disso.

Sei que estão sofrendo professores, que estão sendo agredidos na escola, que está vivendo a violência de seus próprios alunos e desvalorizados pelo governo e a sociedade.

Mas professor tenha coragem, você carrega a esperança de um futuro mais livre nesses alunos. Conquiste seu aluno no dialogo, na perseverança. Mostre pra ele que você pode oferecer muita sabedoria sem nada em troca, que tal conhecimento pode levá-lo a inúmeras alternativas e, portanto escolhas no futuro de cada um. Nunca deixe de respeitar seus alunos, mostrar que está lá de igual pra igual. Conquiste-os que vão lhe amar e admirar não por você mostrar que é o senhor da nota vermelha, mas mostrar que é um ser humano que erra, e só está ali pra compartilhar o que já aprendeu. Tenha sabedoria pra abrir sua mente pra tudo o que lhe vier, tudo o que seus alunos te trouxerem. Sabedoria também é admitir que no fundo não sabemos nada, e só quando abrimos nossas mentes, podemos abri-la pra uma centena de outras coisas que poderemos perceber.

Lembre-se professor, questione-se o tempo todo: “o que é essencial?” o que querem de seus alunos? O que querem de si mesmos?

Ainda há tempo!

Ainda há tempo pra mudança de hábitos, mudança na cultura e pra uma mudança pessoal nossa quanto professores. Vamos como educadores, educar de igual pra igual – ser humano pra ser humano. Com calma, plenitude e humildade nos doar, e praticar uma das profissões mais bonitas que existe. A profissão de COMPARTILHAR.

Liberdade verdadeira ou ilusão de liberdade?

>

Gosto de falar que somos livres, pois acredito que no fundo realmente somos. Mas sei também que o mundo em que vivemos, o sistema que compartilhamos em nossas relações, em nossos trabalhos e comunhão social - Vem mesclado de uma liberdade ilusória. Muitos pensariam agora; “então você está se contra dizendo, pois o fato do ser humano viver com a presença de liberdade ilusória logo isso começa a fazer parte dele, portanto não é livre”. De fato é verdade, mas penso que de fundo existencial, nascemos livres! E depois somos ensinados, e apresentados a uma falsa liberdade a que começamos a cultuar, muitas vezes pra sobreviver. Infelizmente!

Aprecio e compartilho de muitas das idéias de Karl Marx. Principalmente quando diz sobre o materialismo histórico, acredito ser a melhor das concepções para entender os resquícios do passado, traduzidos da forma mais expandida e universal sobre as sociedades. Explicando a impregnação da mentalidade capitalista adjunto de toda formação de ideologias culturais manchadas de um existencialismo irreal, uma busca falsa, a partir de desejos e necessidades de uma minoria privilegiada por questões econômicas, que realimentam um ciclo.

Acredito que uma melhor forma de apresentar a realidade para as crianças e futuras gerações (pra mim a esperança para sairmos destes ciclos) para que possam usufruir a liberdade real. Esta na concepção de Descartes que diz que a liberdade está no plano das escolhas em alternativas. Alternativas que devem ser apresentadas de forma clara, objetivas e mais verdadeiras possíveis. Para que assim mais fácil se escolha uma alternativa. As alternativas são fruto da aquisição de informações, e muitas vezes as pessoas são privadas das informações da qual precisariam pra melhor entender suas alternativas, e por tanto decidirem suas escolhas.

Privação que não vem só da ignorância e falta de procura humana, mas sim de um sistema que precisa desta ignorância pra se manter. Logo entrar nesses assuntos, ou pior ensiná-los, prejudicaria a dinâmica do mercado e do dinheiro dos bolsos de empresários.

A questão da liberdade deve sempre entrar em pauta e discussão. Penso que algumas liberdades estruturadas hoje, principalmente por segmentos governamentais e corporativistas (industria e religiões), seriam melhor substituídos por libertinagem. Pois quando analisamos tais liberdades, vemos um olhar paternalista, ou seja, autoritário. Olhar esse que julga e passa por um filtro; “o que é melhor pra comunidade”. Esse olhar deve ser abolido, pois acreditar que “preciso proteger as pessoas delas mesmas”, socialmente pode vir como um olhar de cuidado e preocupação, mascarando muitas vezes um problema mais profundo que é da autoridade sem limitações, sem liberdade!

Só pra finalizar gostaria de citar mais um aspecto, mas creio que o trabalharei melhor em outro momento, que é a questão da democracia, hoje mesclada pela ignorância ensinada, e infelizmente impreguinada na população. É claro que a democracia hoje é muito bem aceita, pois se o povo não tem a informação necessária pra entender as verdades que os rodeiam, como podem escolher a melhor alternativa. Ai cabe ao marketing, aos multishows da vida, e propaganda, afinal um sorrisinho e pirulitos de graça definem tudo.

Gosto da concepção de Spinoza: “Associada à liberdade, está também a noção de responsabilidade, já que o acto de ser livre implica assumir o conjunto dos nossos actos e saber responder por eles.”

A liberdade deve estar alem de questões de sobrevivência, e acredito que o ser humano saberá usufruir de uma ética para contrapor seus desejos mais terrenos e humanos. Saberá ser livre sem transformar o mundo em caos. Porem acredito que a liberdade ilusória, ou o aprisionamento explicito do qual vive, já está cansando as almas e corações humanos, que se revoltam, gritam e explodem. Pulando a lei e pulando a justiça falha. Estão nos crimes, no excesso de violência, no adoecimento psíquico coletivo, mostrando o sintoma do grande erro das culturas. Pois a classe desvalorizada, a maioria por tanto, sabe no fundo que algo está errado, que o mundo está as aprisionando. E estão cansados disto!

Precisamos de uma sociedade mais horizontal e transparente, fundamentada não a partir da moral que é inquestionável e sim da ética que é discutível. Pelo fim da sonegação de informação, de conhecimentos.

Por fim, eu acredito que a liberdade na melhor das maneiras vem por consenso. Mas para que a sociedade, e nós mesmos em si, escolhamos o que queremos ser, fazer e viver – livremente. Precisamos antes reaprender, ou melhor, aprender pela primeira vez os fatos de forma verdadeira, longe de intervenções morais valorativas, religiosas dogmáticas, ou de regras fechadas ou “suspeitas”. Para que assim possamos realmente escolher livremente seguindo a verdade e o livre arbítrio sem nos enganarmos.